Quilhas de prancha de surf - quais as diferenças

Published : 2017-07-12 19:46:33
Categories : Dicas

Conheça os modelos de quilhas de prancha de surf e saiba identificar as diferenças e qual a finalidade delas. 

 

 

São muitas variáveis que compõem o funcionamento da prancha. E o grande desafio do shaper é saber como equilibrar todas elas e proporcionar ao surfista o máximo de velocidade, impulsão e manobrabilidade com o mínimo de arrasto hidrodinâmico.  As quilhas de prancha de surf tem um papel fundamental para isso.

Ao escolher as suas quilhas de prancha de surf, você deve considerar os seguintes aspectos:

1. O tipo de sistema de fixação da sua prancha.

Existem vários sistemas de fixação de quilhas, e você deve escolher aquelas que sejam compatíveis com o sistema de montagem da sua prancha de surf. O sistema mais conhecido é o FCS, utilizado pela grande maioria. Trata-se do primeiro sistema de quilhas removíveis.

A triquilha ainda é o sistema usado na grande maioria das pranchas produzidas em todo o mundo. Proporciona maior direção e velocidade, garante maior inversão da direção da prancha e joga mais água nas manobras. É solta e segura ao mesmo tempo, tanto em ondas menores, quanto maiores. Realmente não é por acaso que continua a prevalecer no mercado depois de quase 30 anos de seu lançamento.

A quad tem se revelado uma ótima opção para alta performance. Ela passa as sessões cheias da onda com maior facilidade e poucos movimentos, proporcionando uma linha de surf mais limpa, como pede o surf moderno.

2. O seu peso

É fundamental que você escolha quilhas adequadas ao seu peso. Os fabricantes classificam suas quilhas de acordo com o tamanho, e cada tamanho corresponde a uma faixa de peso. Considere que, para ondas pequenas, é preferível ter quilhas menores com o objetivo de favorecer a capacidade de manobra. Já para ondas grandes, quilhas maiores vão melhorar o drive e a aderência da sua prancha.

3. O tamanho e a velocidade das ondas que você vai surfar

Vai surfar ondas pequenas de beachbreak? Escolha quilhas retas com pouco ângulo de sweep, com uma parte côncava do lado interno das quilhas laterais, para melhorar a estabilidade e a capacidade de manobra da sua prancha e permitir a realização de giros curtos.

Vai surfar ondas rápidas com parede? Escolha quilhas inclinadas, com mais ângulo de sweep, para melhorar o drive da sua prancha, ou seja, para ir mais rápido e fazer bottom turns amplos.

Quer um só jogo de quilhas para tudo? Escolha um modelo versátil e equilibrado.

4. A potência das ondas que você vai surfar e o seu nível de surfe

A construção das quilhas e os materiais empregados vão influenciar na rigidez das quilhas.

Quilhas rígidas são ideais para ondas potentes ou surfistas de nível intermediário, uma vez que são mais estáveis. O uso do carbono e da fibra de vidro contribui para o aumento da rigidez de uma quilha.

Quilhas flexíveis são mais dinâmicas e ajudam você a relançar a sua prancha depois de um bottom up. A qualidade dos materiais utilizados vai fazer com que a sua quilha volte à forma original depois de ter sido flexionada, dando uma impressão de resistência ao surfista e ajudando-o a gerar velocidade.

 

Quilha de Prancha de Surf

 

Template É a curva de outline da quilha.

Área É a área do template projetada em duas dimensões, sendo medida em polegadas elevadas ao quadrado. A área da quilha deve estar proporcionalmente de acordo com o peso do surfista e seu grau de habilidade. Quanto mais leve o surfista, menor deverá ser o tamanho das quilhas e vice-versa.

Porém, quanto maior o grau de habilidade, maior a pressão exercida sobre a prancha, e maior deverá ser o tamanho da quilha. Levando em conta estas duas variáveis, o shaper deve escolher a quilha com área ideal para cada cliente.

Base É o comprimento da quilha onde ela encontra a prancha. Quanto maior a base, maior área a quilha terá para empurrar contra a água, e consequentemente, maior drive (direção) terá a prancha. Quanto menor a base, mais curto será o arco nas manobras.

Ponta (tip) É a extremidade vertical da quilha, oposta à base. Quanto mais área na ponta, maior drive e impulsão. Quanto mais estreita, maior agilidade, porém menor impulsão.

Profundidade (depth) É a distância que a quilha penetra dentro da água. Afeta a segurança e o controle que a quilha tem em uma cavada ou mudança de direção. Quanto menor a profundidade, mais facilmente a prancha irá derrapar (desgarrar). Quanto maior a profundidade, maior segurança irá proporcionar, especialmente a quilha central.

Curvatura (sweep) É o ângulo medido entre a linha vertical que parte do centro da base, até o ponto mais alto da quilha. Quanto maior a inclinação do outline da quilha (para trás), mais longo é o arco da curva nas manobras. Quanto menor a inclinação, mais facilidade terá a prancha para pivotear e inverter a direção.

Tendências Enfim, quilhas de base larga, ponta fina (com menos área), menor profundidade e inclinação, são ideais para ondas pequenas, por gerar maior tração (drive) - em função da base larga – liberar a água com mais facilidade – em função da ponta mais fina – derrapar sem desgarrar – em função da menor profundidade e pivotear mais facilmente, graças à menor inclinação do outline.

Já para o dia a dia e ondas maiores, as quilhas podem ter a base um pouco mais estreita - para proporcionar mais estabilidade nas curvas - ponta com área levemente maior - para obter maior impulsão - profundidade proporcionalmente maior com relação ao tamanho e a força das ondas – e inclinação maior, para garantir um arco mais fluído nas curvas, como pede o surf moderno.

Foil É a seção hidrodinâmica da quilha no sentido longitudinal, a partir do edge dianteiro até o edge de saída. O foil afeta a forma como a prancha se move dentro d’água, gerando tanto lift (impulsão), quanto drag (arrasto).

Normalmente as quilhas laterais possuem foil apenas do lado externo, o que teóricamente pode reduzir a velocidade da prancha. Com base nessa teoria, a FCS criou as quilhas laterais com duplo foil, ou seja, foil também no lado interno (inside foil), visando aumentar o lift (impulsão) e reduzir o drag (arrasto hidrodinâmico), conferindo maior segurança e velocidade à prancha; mas apesar da popularização do conceito, a teoria ainda é questionável, considerada a preferência dos competidores do World Tour pelas quilhas fixas com foil apenas na parte externa (half foiled) das quilhas laterais.

Flex É a capacidade de flexão e deflexão da quilha. Da mesma maneira que um arco e flexa, quanto maior a flexão, e mais rápida a deflexão, maior a impulsão. Quilhas com muita flexão e pouca deflexão, como o plástico, não proporcionam boa impulsão.

Já o carbono possui ótima deflexão, porém pouca flexão, o que também restringe a impulsão. O material que possui maior grau de flexão e também de deflexão é a fibra de vidro, que consequentemente possui maior impulsão entre os materiais atualmente utilizados.

Cant É o ângulo das quilhas em relação a superfície do fundo da prancha. A angulação certa – que varia em função do tipo de bottom (fundo) utilizado na área da rabeta -  permite que o surfista se apoie nas bordas por mais tempo durante as curvas. Uma quilha muito angulada terá tendência a desgarrar com facilidade. Pouca angulação não permite curvas mais alongadas como pede o surf moderno.

Toe É o ângulo das quilhas em relação a longarina da prancha. Pouca angulação ocasiona menor arrasto hidrodinâmico, e consequentemente maior velocidade, porém menor manobrabilidade. Muita angulação garante a manobrabilidade, porém ocasiona menor velocidade. A angulação ideal garante velocidade e manobrabilidade.

Distância da rabeta Quanto maior a distância das quilhas em relação a ponta da rabeta, mais solta será a prancha, porém terá menos drive (impulsão / direção). Quanto menor esta distância, mais drive, porém menor manobrabilidade.

Distância do outline Quanto maior a distância das quilhas laterais em relação a linha do outline da prancha, menor será a distância entre elas e vice-versa. Surfistas com pé pequeno em relação a sua altura, como é o caso especialmente das meninas, devem ter as quilhas posicionadas um pouco mais distantes da linha do outline, ou seja, mais próximas entre si, facilitando desta maneira, a troca de bordas.

Distância entre as quilhas Quanto maior a distância entre a quilha traseira e as laterais, maior drive (direção/impulsão), porém menor manobrabilidade. Quanto menor a distância, a prancha ganha em manobrabilidade, porém perde em drive.

Glossário

Lift É a impulsão proporcionada pela força que a água exerce sobre as quilhas, direcionando a prancha de um ponto ao outro na onda. Quanto mais lift, maior impulsão e segurança (hold).

Drag É o arrasto hidrodinâmico. Quando em excesso gera atrito, freando a prancha. Quanto menor o arrasto, maior a velocidade.

Drive É a capacidade de impulsão da prancha ao se direcionar de um ponto da onda ao outro, após cada curva feita pelo surfista.

Hold É a segurança proporcionada pela prancha durante as curvas feitas pelo surfista. Hold em excesso tira a manobrabilidade da prancha. A falta de Hold faz com que a prancha desgarre (derrape)  durante as manobras.

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As quilhas da Xpans são feitas com material nobre e resistente, aprovado pelos praticantes da modalidade.

 

Foram desenvolvidas e testadas com a qualidade Xpans que são conhecidas pela tecnologia presente nos seus produtos, levando aos praticantes o que há de melhor e segurança e desempenho, com designs criativos e inovadores.

 

Fontes:

waves.terra.com.br

mundo-surf.com

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